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Como planejar um intercâmbio por conta própria?

Planejar um intercâmbio sem o suporte de uma agência pode ser difícil, mas não impossível. 

Esse tipo de viagem é um pouco mais complexa, uma vez que você irá morar em outro país. Geralmente é preciso se organizar com antecedência para solicitar todos os documentos necessários e poupar dinheiro.

Agora, se você tem planos para morar no exterior, confira este post que preparei para te ajudar a dar o pontapé inicial neste sonho.

5 passos iniciais para planejar um intercâmbio

Mesmo que você prefira contratar uma agência, as informações a seguir são essenciais em todo planejamento. Veja:

Como planejar um intercâmbio por conta própria? lary di lua

1.Pense no seu Objetivo

Primeiramente tenha bem claro o motivo pelo qual você deseja fazer um intercâmbio. Você quer aprender um segundo idioma? Quer construir uma carreira no exterior, quer trabalhar enquanto viaja? São diversas possibilidades.

Dessa forma, mais fácil será escolher o país e o programa pelo qual você vai para o exterior.

Abaixo listo os principais tipos de intercâmbio:

  • Voluntariado: AISEC, ONGs ou ir pelo Worldpackers (plataforma para trocar trabalho por hospedagem);
  • Idiomas: Embora o de inglês nos Estados Unidos seja o mais comum, é possível também aprender o idioma em Malta, Austrália ou Nova Zelândia, por exemplo. 
  • High School – cursar um ano do ensino médio no exterior;
  • Au pair: nesse intercâmbio a pessoa trabalha como babá e recebe por semana, além de morar na casa da família;
  • Graduação: o intercambista cursa um período de seu curso universitário no exterior;
  • Estudo e Trabalho: alguns países permitem que a pessoa trabalhe legalmente enquanto estuda, como Irlanda, Nova Zelândia, Austrália, Malta, entre outros;
  • Work and Travel: é um tipo de intercâmbio que permite que o estrangeiro trabalhe no país sem a necessidade de estudar por até um ano. França, Nova Zelândia e Alemanha são alguns dos países que fornecem esse tipo de visto.
  • Confira esta entrevista com a Andreia Costa, que passou 15 meses na Nova Zelândia com este visto.

2.Defina o país ou cidade

Da mesma forma que existe uma variedade de programas, também existem diversas opções de países. Por isso, um dos pontos mais importantes na hora de planejar um intercâmbio por conta própria é escolher a localidade.

Isso é necessário principalmente para organizar os documentos necessários. Além disso, o local é um dos pontos que mais impacta nos custos de um intercâmbio.

Se você já tem um lugar definido, passe para o outro tópico. Mas, se você não tem ideia de qual lugar deseja morar por um tempo, os seguintes pontos podem te ajudar na escolha:

  • Avalie se o país aceita aquele tipo de intercâmbio, por exemplo: trabalho e estudo;
  • Análise o custo de vida de cada lugar;
  • Converse com ex-intercambistas. Tem várias grupos sobre o assunto no Facebook;
  • Verifique quais os documentos necessários para morar no país, como passaporte, visto especial;

Eu sempre tive vontade de fazer um curso de idiomas nos Estados Unidos, mais precisamente em San Francisco. No entanto, o custo elevado me fez procurar outras alternativas e acabei descobrindo que estudar em Malta era mais em conta.

3.Planejar um intercâmbio – Pesquise o valor do programa 

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Com o tipo de intercâmbio e local definido é hora de pesquisar o valor do programa ou curso. 

Para voluntariado, geralmente os programas da AIESEC são os mais recomendados. No entanto, dependendo do país e do seu objetivo, o pacote pode ser bem alto. 

Mas uma alternativa para quem não abre mão de ter uma experiência como essa é o Worldpackers. Em 2018 fui voluntária na Califórnia em uma comunidade de missionários 

que enviam ajuda humanitária para países subdesenvolvidos. Fiquei durante 16 dias trabalhando em troca de hospedagem e alimentação.

Na plataforma você encontra oportunidades no mundo todo, bem como os requisitos para se candidatar em cada uma delas. Dessa forma, é possível ser voluntário em uma ação social da Europa ou da Ásia indo com o visto de turista (desde que se cumpra o período permitido).

Agora, se o seu objetivo é planejar um intercâmbio de idiomas ou High School, pesquise e peça orçamento nas principais instituições de ensino no país escolhido. Não esqueça de ver a recomendação de ex-alunos, ver comentários nas páginas do Facebook ou Instagram.

Para outros tipos de programas, é importante olhar as regras nos sites do governo ou embaixada, como é o caso do Work and Travel. 

Você consegue planejar um intercâmbio por conta própria até para Au Pair. Nesse caso, é preciso se cadastrar no site oficial, aplicar para as vagas e depois conversar com as famílias. Após esse passo, eles podem solicitar que você se cadastre em uma agência específica ou te passar as orientações. Entretanto, tenha bastante cuidado para não cair em golpes (veja aqui algumas recomendações).

4.Saiba o custo de vida no local 

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Voluntariado na Califórnia em 2018

Esse é outro fator que pode te ajudar não só a definir o local do intercâmbio, mas também a economizar e se planejar financeiramente. Afinal, um país com o custo de vida muito alto pode deixar sua viagem ainda mais cara.

Por isso, avalie o preço do aluguel no local através de grupos no Facebook; siga perfis no Instagram de pessoas que moram no local e mostre o valor de alguns itens no supermercado; pesquise custo com transporte público, entre outros.

O site Numbeo é uma ferramenta que mostra o custo de vida em diferentes países e pode te ajudar nessa etapa.

5.Se atente a documentação necessária

Ao planejar um intercâmbio por conta própria é essencial saber quais as documentações exigidas. Isso porque a solicitação e confecção de certos documentos podem levar muito tempo para ficar pronta, principalmente em tempos de pandemia.

Se você pretende fazer um curso de idioma nos EUA, será necessário ter passaporte válido e visto de estudante. Contudo, o documento só pode ser solicitado após ter:

  • Form I-20: Certificado de elegibilidade do estudante não-imigrante  – enviado pelas instituições de ensino para que a pessoa consiga comprovar ao consulado sua matrícula;
  • SEVIS e I-901 SEVIS Fee – Student and Exchange Visitor Information System (Sistema de Informações de Estudante e Visitante de Intercâmbio), serve para manter a segurança do país e o status legal do intercambista;
  • DS-160: O formulário de inscrição para o visto de estudante.

Agora, em países europeus que fazem parte do Tratado de Schengen, o brasileiro não precisa de visto para estudar por até três meses.

Esses são só os pontos iniciais para planejar um intercâmbio por conta própria. O processo pode ser um pouco mais complicado a depender do país e tipo de programa. De todo modo, sempre verifique e leia as informações oficiais, ou seja, dos sites do governo ou da embaixada local.

Você já fez algum intercâmbio, me conte como foi sua experiência nos comentários.

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