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Sou multipotencial? 5 dicas para abraçar sua multipotencialidade

Dá para viver e aprender muito com nossa multipotencialidade

Os seres humanos têm a capacidade de serem multipotenciais e adaptáveis. Enquanto a maioria passa a vida se especializando em algo, alguns são generalistas, curiosos e inquietos e trabalham em mil projetos ao mesmo tempo. Eu faço parte desse último grupo, apesar de ter travado uma (inútil) briga interna comigo mesma por conta disso. 

Eu sempre tive interesses em diversas áreas diferentes. Apesar de formada em jornalismo, comecei uma segunda graduação em Engenharia Ambiental. No entanto, após uma greve, acabei desistindo e me arrependo até hoje (mas isso é assunto para um outro post). Fiquei anos trabalhando como assessora de imprensa, fazendo vídeos de Faça Você Mesmo para o YouTube e compartilhando sobre viagens e temas diversos aqui no Di Lua. 

Diferente que o mercado prega, ser generalista não é algo ruim, pelo contrário, mostra que você é uma pessoa que tem interesse diversos, não se prendendo à especializar em um único campo. No entanto, para abraçar nossa multipotencialidade precisamos seguir alguns caminhos, veja:

Cinco dicas para abraçar sua multipotencialidade

1- Anote suas ideias

Eu sou uma pessoa cheia de ideias, cada semana surge uma nova. Por isso anotar tudo o que se passa na minha cabeça, além de ajudar a não esquecer, me ajuda a colocar os pensamentos em ordem e não ficar tão sobrecarregada de tanto pensar. Além disso, consigo me conhecer melhor e saber quais são minhas prioridades.

Outra coisa importante é fazer uma lista com todas as coisas que desejamos fazer: projetos pessoais, hobbies, cursos que deseja fazer, novas áreas para conhecer, um instrumento que deseja aprender a tocar. Anote tudo, principalmente para organizar o seu tempo. Por exemplo, você está trabalhando com fotografia, mas quer aprender a tocar violão. Então você pode se organizar para no próximo bimestre se matricular na aula de instrumento.

2- Saiba o que é essencial na sua vida

5 dicas para abraçar sua multipotencialidade lary di lua

Ao fazer o exercício de anotar minhas ideias, bem como colocar alguns projetos em prática, consegui descobrir o que é essencial na minha vida e não abro mão. Viajar e compartilhar minhas experiências, bem como ter uma vida confortável estão no topo da minha lista de essenciais.

Saber essas coisas me faz não só priorizar alguns projetos, como também dedicar tempo e esforço para o que realmente vale a pena para mim. 

Uma dica para saber o que é essencial na sua vida é procurar por padrões nos seus projetos e interesses. Ao identificar esses padrões, você conseguirá se conhecer melhor e entender o que te motiva.

3- Calma, você não precisa fazer tudo ao mesmo tempo

A gente fica um pouco frustrado por não conseguir fazer tudo que queremos ao mesmo tempo. Mas a verdade é que, mesmo para nós, pessoas multipotenciais, isso também não é possível e tudo bem. São muitos projetos e interesses e, por isso, é essencial definir algumas prioridades (saber o que é essencial na sua vida, como falei no tópico anterior). 

Você pode tirar um ano para se dedicar ao projeto x e no próximo ano para fazer tal coisa. Você também pode continuar trabalhando no serviço CLT que gosta, mas ter uma loja online de scrapbooks por um período e depois focar em um outro projeto paralelo ao seu emprego. O importante é fazer coisas que te agregue e que seja importante e não focar em realizar tudo ao mesmo tempo. Ao tentar fazer isso você só conseguirá ficar ainda mais cansada(o).

Na lista das coisas que deseja fazer (primeiro tópico) você pode definir um cronograma à curto, médio e longo prazo.

4- Saiba qual o seu objetivo com cada atividade

Para pessoas especialistas fazer um curso de corte e costura, por exemplo, significa colocar a atividade em prática e viver disso. No entanto, para mim, foi algo que aprendi e gosto de usar de vez em quando. Não quero passar o resto da minha vida costurando, mas as vezes tenho vontade de ter uma peça x, compro o tecido e vou lá e faço.

No início eu via isso como desinteresse (minha família continua com essa visão). Eu aprendia muita coisa, mas não colocava quase nada em prática, não me especializava, nem focava em tal coisa a ponto de construir uma carreira. Eu já fiz aula de violão, já fiz curso de modelagem, de corte e costura, de fotografia, de cinema, de moda, de artesanato e mais um monte de coisa que eu não me especializei. 

Depois de muito tempo entendi que meu objetivo (recompensa) para cada coisa é diferente para os demais. Enquanto para um especialista terminar algo significa ter um diploma ou trabalhar anos na mesma área, para um multipotencial significa outra coisa. Eu fiz um curso de cinema não para trabalhar (por enquanto rsrs) na área, mas para me agregar conhecimento e gravar vídeos melhores para o meu canal. O importante é saber qual o seu objetivo com aquilo que você está fazendo ou com aquela habilidade que você está desenvolvendo. Muitas vezes a gente não perde o interesse, mas sim atingimos o objetivo que queríamos.

5- Não ligue para o que os outros pensam

5 dicas para abraçar sua multipotencialidade lary di lua

Eu sei que isso é algo difícil, tanto que até hoje luto com isso. Mas não ligar para o que os outros pensam (ou a gente acha que vão pensar) são essenciais para que consigamos viver com nossa multipotencialidade em paz. A única pessoa que deve se preocupar com nossa multipotencialidade, com nossos interesses e paixões somos nós mesmos.

Como eu abracei a minha

Nos últimos anos eu tive vários projetos, alguns pretendentes à sócios e várias ideias que morreram antes mesmo de saírem do papel. Tive as ideias mais diversas, mas sempre as colocava de lado pois um dia eu ouvi que eu precisava especializar na minha área, ter um foco. Também ouvi que se eu ficasse “inventado demais”, ninguém iria me levar a sério.

Veja bem, eu poderia continuar me interessando por diversas coisas diferentes, muitos assuntos e fazendo mil coisas ao mesmo tempo. No entanto, tinha que seguir carreira naquilo que eu era formada e já trabalhava.

Então fui colocando pontos finais em alguns projetos e tentando focar apenas em: continuar no meu trabalho CLT e no Di Lua (pois isso eu realmente não abriria mão), que finalmente eu havia conseguido nichar em viagens. Por um tempo isso até fez sentido, mas eu não estava satisfeita. Além disso, apesar de ser multipotencial, eu amava uma zona de conforto e ambas não se dão muito bem.

Depois de muito custo, eu saí da minha zona de conforto e tudo ia muito bem, até uma pandemia mexer com todas as estruturas do meu planejamento seguro. Passei alguns meses pensando exaustivamente no que eu iria fazer daqui pra frente e em como eu queria estar daqui cinco anos. Preciso confessar que não cheguei em uma resposta concreta, mas decidi que quero abraçar minha multipotencialidade. Quero testar várias coisas, aprender sobre tudo e mais um pouco, fazer pausas quando necessário, mas sem deixar de viajar muito, de conhecer o mundo e outras culturas.

E foi assim que decidi, atualmente, apostar em um desejo antigo: ter uma marca de roupas onde eu pudesse traduzir meu estilo (boho/hippie/despreocupado?) aliado com minha paixão por viajar. E foi assim que nasceu a Callis Moda.

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