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Intolerância à Frutose: Passei um ano tratando uma outra doença que eu não tinha

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Recentemente descobri ter intolerância à frutose. Entretanto, desde o final de 2018 eu tratava do problema como sendo uma colite reto-ulcerativa. Resolvi fazer este post pois recebo muitos comentários no meu Instagram sobre como estou magra. Além disso, é aos relatos pessoais que recorremos quando somos diagnosticados com alguma doença. Neste post vou falar um pouquinho de como tudo começou e como estou cuidando da minha saúde tendo intolerância à frutose.

Intolerância à frutose: O que eu estava sentido

No final de 2017 comecei a notar que eu estava tendo diarreia com frequência. Inicialmente eu pensei que eu poderia ter comido alguma coisa estragada ou era o leite que estava me fazendo mal. Nessa época cheguei a marcar um clínico geral, que acabou descredenciando do meu plano de saúde. Sou agregada do plano de saúde da minha mãe, o IMAS, que é o plano dos funcionários da prefeitura de Goiânia. 

Como eu estava preparando minha viagem para os Estados Unidos, e sem tempo para médico, acabei deixando de lado e passei a só tomar leite desnatado. Quando eu passava mal corria e tomava um remédio para repor a flora intestinal ou cortar a diarreia ( o que é bem errado, eu sei). Durante a viagem passei mal em um sábado que estava no Gleanings. Aos finais de semana não tinha refeições para os voluntários, mas todos poderiam pegar o que tivesse pronto ou sobrado na cozinha. Nesse dia eu peguei laranjas, bolachas e tomei leite. Passei mal a tarde toda e logo pensei que poderia ser o leite. Em Las Vegas acabei comendo uma salada no SubWay com muitos jalapenhos (pimenta muito ardida e bem famosa no México), por não ter entendido o que a atendente tinha falado (kkkk) quase morri comendo e  acabei passando mal também.

Diagnostico

No mês de junho, já no Brasil, saí um dia e acabei almoçando kafta, queijo e mel e passei mal o dia todo. Além da diarreia eu vomitei muito. Depois disso marquei um gastroenterologista (especialista em doenças do aparelho digestivo). Na primeira consulta (que ocorreu no final de agosto de 2018) contei para o médico tudo o que eu sentia e que suspeitava de intolerância à lactose. Na mesma hora ele descartou a intolerância, disse que deveria ter uma gastrite e me passou endoscopia. Fiz o exame e, tirando duas pequenas pedras nos rins, não deu nada. Então ele passou uma colonoscopia, onde foi diagnosticado uma colite, inflamação no intestino.

Com o resultado do exame, o gastro me encaminhou para o proctologista (especialista em doenças do intestino grosso, do reto e ânus), pois ele poderia me passar remédios e uma dieta específica. Na primeira consulta (no início de dezembro) o baque: tomar medicação durante três meses e parar de comer: açúcar, fritura, gordura, leites e derivados, carne vermelha, pimenta, álcool, doces e chocolate. Resumindo, eu poderia comer frutas, verduras, frango ou peixe assado e teria que fazer minha própria comida. 

Paralelamente, no início de 2019 fui em um hematologista (especialista em doenças do sangue), pois meu cabelo estava caindo muito e minhas unhas quebradiças. Em algumas das minhas pesquisas, li que a colite poderia estar provocando isso. Em 2018 eu havia reclamado disso para minha ginecologista que, após exames, me passou ferro e me orientou a procurar um hemato caso a queda de cabelo não parasse. Nos exames o médico verificou que minha ferritina e vitamina B12 estavam fracas e passou ferro quelado e injeção de vitamina, respectivamente.

Como convivi com Colite

Os primeiros meses seguindo a dieta passada pelo proctologista foram difíceis, eu não conseguia seguir a recomendação médica. Estava gastando muito com remédios ( um dos remédios a caixa custava R$100 e dava só para 15 dias, depois de 03 meses, acabei pegando ele no SUS) e continuava passando mal, tendo crises de diarreia durante alguns dias. Depois de três meses voltei novamente no médico que disse que se eu quisesse melhorar eu tinha que seguir a dieta a risca e foi o que fiz. Passei a cozinhar minha própria comida, fazer meu lanche, parei de sair para comer e evitava ir em festinhas. Nesse período perdi de 8 – 10 kgs e todo mundo começou a perguntar o motivo da minha magreza. Me sugeriram a procurar um homeopata e assim o fiz. 

Tratamentos integrativos

Depois de algumas pesquisas descobri aqui em Goiânia o Centro Estadual de Referência em Medicina Integrativa e Complementar (CREMIC). Para conseguir uma consulta com qualquer especialidade, você precisa ir no serviço social de algum Cais ou Ciams e pedir o encaminhamento para lá. No Cais, a assistente social me informou que a fila para a Homeopatia era muito grande e que seria melhor eu marcar para Fitoterapia e, depois, pedir encaminhamento. Com dois dias me ligaram agendando minha consulta.

Já na consulta contei para o médico o que eu tinha, o que estava tomando e mostrei meus exames. Ele então conversou comigo, passou duas receitas fitoterápicas e me orientou a fazer atividade física. Uma fórmula foi para diminuir a inflamação e a outra, que eu peguei no próprio hospital, para dormir melhor. O Cremic tem uma farmácia de manipulação e se tiver todos os ingredientes lá, eles fornecem para o paciente. O médico também me encaminhou para uma nutricionista no próprio Centro de Referência.

Acompanhamento com nutricionista

A consulta com a nutricionista foi ótima, ela falou de todos os alimentos que eu poderia consumir, como consumir (tipo o feijão, deixar de molho antes de cozinhar), o que não comer para evitar que o meu intestino trabalhasse muito, enfim, foi maravilhosa. Ela também sugeriu que eu fizesse algum tipo de terapia, pois a maioria dessas doenças crônicas acabam piorando quando ficamos muito estressados e me encaminhou para o Reiki, que eu amei. Eu fiz dez sessões de Reiki no Cremic (uma por semana) e agora estou dando uma pausa de dois meses para eu voltar a fazer novamente. Eles só fazem dez sessões para assim atender todos que estão na lista de espera.

Nesse meio tempo eu aprendi a conviver com a colite, voltei a viajar só, a sair com as amigas, passei a fazer yoga, enfim, viver uma vida normal. Em agosto de 2019  o proctologista tirou a medicação para ver como eu reagia sem ela, não tive mais crises, mas as vezes passava mal. Assim, no meu último retorno nele, em novembro de 2019, ele passou uma nova colonoscopia para ver como estava a inflamação.

Você tem intolerância à frutose

Marquei o exame no mesmo lugar que fiz da primeira vez. No dia solicitei a médica que tirasse material para a realização de biópsia, pois na anterior não havia apresentado a colite nas imagens. Ela olhou o exame e disse “você não tem colite, essa inflamação é de alguma intolerância alimentar, já marca com algum médico daqui da clínica”.

Fiquei com raiva mas também esperançosa. Pensava que ter alguma intolerância era menos pior do que uma doença crônica que pode ocasionar até mesmo cirurgias. Marquei a consulta com uma médica da clínica (particular) que logo que viu o resultado das colonoscopias (2018  e 2019) falou que elas realmente mostravam uma colite. Contudo, preferiu passar os exames de intolerância a lactose e frutose, além de uma Calprotectina (verificar sangue nas fezes) para ter certeza que eu não tinha colite.

Fiz os exames e levei para ela. Resultado: sou tolerante à leite, mas sou intolerante à frutose, que é o açúcar natural das frutas e verduras. Ela me recomendou à ir em um nutrólogo ou nutricionista para entender o que eu poderia comer. Além disso, falou que eu não precisava tomar remédio e que eu só precisaria voltar nela novamente se voltasse a passar muito mal, com crises. 

Minha alimentação

Saí do consultório dando pulinhos de alegria, pensando nas coisas que eu poderia voltar a comer. Lembrei que nos dias que mais passei mal, eu havia comido alguma fruta ou um alimento com um teor de açúcar muito alto, como no dia em que comi queijo com mel. Cheguei em casa e fiz uma pesquisa mais completa: a frutose é um açúcar tão bom, que a indústria alimentícia e química o sintetizou e o utiliza não só em todas as comidas industrializada, mas também em pasta de dente, medicamentos, adoçantes entre outros. 

Fui em um nutrólogo que falou que não poderia fazer nada por mim (sério, ele usou essas palavras), e que eu deveria comer as frutas e ver quais me faziam mal e assim parar de comê-las. Depois pedi orientação à Nutricionista do Cremic, que me falou quais frutas tem menos açúcar e eu poderia comer, o que evitar.  

Voltei a comer carne vermelha, tomo leite desnatado às vezes, mas continuo fazendo meus lanches em casa, evitando comer na rua. Minha ferritina aumentou, mas ainda está no limite. 

No próximo post sobre intolerância à frutose falo quais frutas e legumes tem menos açúcar, quais não posso comer de jeito nenhum, entre outras informações.

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