Por Di Lua, sobre Decoração, Diário de Viagem
Dia 07/04/2020
A Alamo Square é cercada por casas no estilo vitoriano. Essas ficam ao redor da praça, mas não são as Painted Ladies (eu confundi com elas rs)

Quer fugir dos pontos turísticos ou já esteve mais de uma vez na cidade e não sabe o que fazer em San Francisco? que tal tirar uma tarde para conhecer e admirar as casas em estilo vitoriano da cidade?

Uma das coisas que me fez apaixonar ainda mais por San Francisco, foi a arquitetura das casas vitorianas, presentes em toda a cidade. As famosas Painted Ladies na Praça Alamo (Alamo Square) não são os únicos modelos do estilo, que tem exemplares que podem ser encontrados no bairro Castro, Russian Hill, Hayes Valley, entre outros. Assim, admirar essa arquitetura é uma das coisas que você pode fazer em San Francisco durante sua estadia na cidade

O que fazer em San Francisco: conhecer o estilo vitoriano 

Construção no bairro Russian Hill

O boom imobiliário de San Francisco, ocorrido após o fim da corrida do ouro em 1849, fez surgir muitas construções novas, a maioria com estilo vitoriano (termo da época da Rainha Victoria da Inglaterra), predominante entre 1837 e 1910. Até o período entre guerras, a maioria das casas mais antigas de São Francisco eram pintadas de branco ou cinza, como os navios de batalha, para disfarçar a estrutura de madeira. 

Entre 1849 e 1915 cerca de 48 mil casas no estilo vitoriano foram construídas em San Francisco, se tornando uma arquitetura muito comum em toda a Califórnia posteriormente. As Painted Ladies só foram construídas entre 1892 e 1896, por Matthew Kavanaugh. As sete casas situadas ao redor da Praça Alamo (Alamo Square) foram algumas que resistiram ao grande terremoto que destruiu a cidade em 1906. Elas são caracterizadas pela assimetria dos volumes, varandas cobrindo as entradas principais, vidros seccionados, bem como pela existência de vitrais, colunas e balaústres.

Imagem: Reprodução

Em 1963, o artista Butch Kardum teve a ideia de pintar os imóveis vitorianos que resistiram ao Grande Terremoto (1906) em cores mais intensas, ressaltando os ornamentos. Logo depois, várias pessoas começaram a copiá-lo, pintando suas casas, na maioria em tons pastéis.

Estilo vitoriano

Em San Francisco, as casas vitorianas podem ser:

  • Italianate (1850 – 1890), com telhado reto e suportes grossos, janelas finas e altas, tetos arredondados e varandas (a casa azul);
  • Stick (1860 – 1890), caracterizada principalmente por janelas retas e com pedaços de madeira aplicado nas laterais (a casa amarela com marrom); e
  • Queen Anne, que tem muitos detalhes, frontão trabalhado no alto e o telhado em V invertido, como as Painted Ladies.
A marrom tem influencia do estilo stick e a azul do meio Italianate

San Francisco

San Francisco é a quarta cidade mais populosa da Califórnia e foi fundada em 1776 por espanhóis. A cidade é famosa pelo ir e vir dos bondinhos, pela Golden Gate e por seu vento frio. Além disso, foi palco da contracultura na década de 60 e é rica em diversidade cultural.

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*Com informações do Blog da Arquitetura e Hotel Califórnia Blog


Por Di Lua, sobre Diário de Viagem
Dia 12/12/2019
Passo a Passo para tirar o visto norte americano lary di lua

Muitas pessoas sonham em conhecer o Estados Unidos mas acabam desistindo quando pensam em tirar o visto. Quem é que nunca ouviu alguém contando que teve o visto negado? Quando eu comecei a pensar na minha viagem para a Califórnia, ouvi de diversas pessoas que eu não iria passar na entrevista do visto, pois eu era solteira e eles poderiam pensar que eu estava indo para ficar; que eu precisava fazer todo o processo por intermédio de uma agência, entre outros. Confesso que após ouvir essas coisas fiquei com muito receio, principalmente porque a taxa para tirar o visto americano gira em torno de R$520 e se você tem o visto negado, só poderá requerer uma nova entrevista pagando novamente.

Em agosto de 2018 eu acabei preenchendo o formulário DS-160 mas só marquei a entrevista em novembro, por medo de ter o visto negado. Contudo, a minha entrevista foi super tranquila, apesar de eu estar bem nervosa. Só respondi o que me foi perguntado e de acordo com o que eu tinha colocado no formulário, que era tudo verdade. Ou seja, se você está realmente indo para passear, já pesquisou por hotéis, tem dinheiro para se manter durante o período de sua viagem, tem trabalho fixo no Brasil, tem onde morar, não precisa ficar com receio, pois as chances de você ter o visto negado são mínimas.

Na minha entrevista, a agente perguntou: minha profissão; com quem eu morava; a profissão dos meus pais; e qual o motivo da minha viagem. Na hora que eu falei que era jornalista ela perguntou se eu iria escrever sobre a viagem. Eu respondi que sim, ao que ela me informou que era necessário um outro visto, um visto de trabalho. Na mesma hora eu respondi que eu estava indo de férias, como turista e que eu ia escrever sobre a viagem no meu blog pessoal, não a trabalho. Ela informou que o meu visto foi aceito e eu saí de lá com os olhos marejados de felicidade.

Então minha dica é bem simples: só responda o que for perguntado e fale a verdade.

Passo a passo para tirar o visto norte americano

Para não se confundir e não preencher nada errado, o visto B1 é para turistas em viagens de negócios/reuniões, já o visto B2 é para turistas à passeio/férias.

  • Preencha o formulário DS-160 aqui. Ele está em inglês e deve ser preenchido também em inglês com informações verdadeiras e atuais (o site pode ser traduzido para português, mas minha dica é usar o Google Tradutor na aba do lado para não ter erro);
  • Pague a taxa de solicitação (MRV), que para B1/B2 é $160, pelo cartão de crédito, boleto ou em qualquer agência do Citibank;
  • Após a confirmação do pagamento (dois dias úteis) agende as entrevistas, tendo em mãos o número de inscrição no DS-160, número do passaporte e o recibo de pagamento do MRV. Na hora de agendar a entrevista, você deverá escolher a forma de entrega do passaporte (como não tem CASV nem embaixada ou consulado em Goiânia, escolhi para receber em casa);
  • Você deverá agendar a coleta de dados (foto e impressões digitais) nos Centros de Atendimento ao Solicitante de Visto USA (CASV) e agendar a entrevista na embaixada ou consulado;
  • Compareça no dia agendado no CASV para a coleta dos dados biométricos, levando o passaporte e a página de confirmação do formulário DS-160;
  • Compareça também à entrevista na embaixada ou no consulado no dia agendado, levando o passaporte e a página de confirmação do formulário DS-160

*Agendei a ida no CASV e à Embaixada no mesmo dia, pois moro em Goiânia e teria que fazer isso em Brasília. Assim tirei um dia para resolver isso.

  • Depois da entrevista e se o seu visto for aceito, você receberá seu passaporte em casa ou no CASV escolhido.
  • Com o passaporte em mãos comece a planejar sua viagem e procurar por passagens aéreas!

Por Di Lua, sobre Diário de Viagem
Dia 27/11/2019

A Worldpackers tem sido uma das plataformas queridinha dos viajantes, isso porque ela conecta pessoas e anfitriões em todo o mundo para que possam trocar habilidades por trabalho. No ano passado eu usei o Worldpackers durante minha viagem só para os EUA e amei. Fiz 16 dias de voluntariado em troca de alimentação e hospedagem em Dinuba, interior da Califórnia (veja aqui). 

Para fazer o cadastro no site do Worlpackers, conhecer as oportunidades e vê como funciona você não paga nada, mas para aplicar à alguma vaga é preciso pagar uma taxa de $49 (ou $59 para casais ou amigos viajando juntos), que vale durante um ano para várias candidaturas. Portanto, dá para economizar muito conhecendo vários lugares.

Economizar na sua viagem utilizando o Worldpackers

Com o Worldpackers você pode trocar suas habilidades por hospedagem e até mesmo alimentação. Como a taxa é anual e pode-se aplicar para várias oportunidades, o viajante acaba economizando muito, uma vez que, além das passagens aéreas, o que mais onera uma viagem é a hospedagem e a alimentação. 

Confesso que no primeiro momento me cadastrei no Worldpackers procurando uma oportunidade para  ficar mais dias na Califórnia, mas sem gastar tanto. Assim, procurei oportunidades onde, além da hospedagem, também tivesse ao menos uma refeição. No Gleanings, por exemplo, eu tinha café da manhã, lanche, almoço, lanche e janta, além de quarto limpinho com banheiro.

Ter uma imersão cultural

Churrasco americano em Visalia – passeio que fiz com os hosts em um final de semana

Apesar de ter oportunidades incríveis no Brasil, muitos brasileiros usam o Worlpackers no exterior, em lugares com outros idiomas e costumes. Além disso, você acaba de fato convivendo quase que 24h com pessoas com uma cultura totalmente diferente da nossa e aprendendo muito com isso. 

Na minha experiência, eu fiquei em um quarto com uma brasileira e duas californianas, além disso, todas as refeições e trabalhos eram em conjunto com outros voluntários e moradores do Gleanings. Por tanto, eu realmente tive uma imersão cultural, mesmo que por poucos dias. 

Melhorar um idioma

O Worldpackers também é uma ótima oportunidade para quem sempre quis fazer um intercâmbio para aprender um outro idioma mas que por diversas razões, inclusive de dinheiro, não pode fazer. Muitas oportunidades não exigem nível intermediário ou avançado e são uma ótima oportunidade para você treinar uma segunda língua. 

Eu cheguei no voluntariado com o inglês bem básico. Já fiz alguns cursinhos, mas nunca saia da fase verbo to be. Com o planejamento dessa viagem, passei a estudar sozinha assistindo vídeos no Youtube e fazendo conversação com uma amiga. Ainda assim, cheguei no Gleanings um pouco perdida. Contudo todos que estavam lá eram bem atenciosos e tinham paciência em me ouvir. Como o Gleanings é um projeto religioso, sempre tinha um momento de oração após o café da manhã e os voluntários mochileiros não eram obrigados a participar, mas eu participava por respeito e para ouvir a pronúncia do inglês e isso foi ótimo.

Desenvolver habilidades

Ajudando na cozinha

Você pode aproveitar o Worldpackers para desenvolver uma habilidade. Há uma infinidade de oportunidades no site e você pode usar isso a seu favor, seja para desenvolver sua habilidade com pintura, jardinagem, programação de sites, fotografia, entre outros.

Ajudar e contribuir em projetos incríveis

Assim como o Gleanings, onde fiz meu voluntariado, há um monte de projetos e ONGs bacanas no Worldpackers e você pode se candidatar já com o intuito de ajudar e contribuir para a construção de um mundo melhor. Há projetos de permacultura, construir ecovilas, dar aulas para crianças carentes, entre outros. Embora, no primeiro momento, eu tenha recorrido ao Worldpackers para economizar na minha viagem, acabei escolhendo um lugar com um projeto incrível e que é levado bem a sério por todos os moradores e voluntários.

Assim, ao final do voluntariado, melhorei meu inglês, tive uma imersão cultural, trabalhei minhas habilidades manuais e até mesmo de convivência, além de ajudar em uma causa linda: alimentar os necessitados.

Quer saber como foi minha experiência com o Worldpackers? Assista aos vlogs no Gleanings nos links abaixo:

Como foi meu voluntariado pelo Worldpackers na California?

Como consegui meu voluntariado na California – Worldpackers + Gleanings for the Hungry

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